
Pessuti liderou a marcha dos trabalhadores na entrega do projeto à AL.
O mínimo regional do Paraná será de R$ 765
O governador Orlando Pessuti (PMDB), há um mês, chegou à Assembleia Legislativa do Paraná numa Variant 1973 de cor azul calcinha, cujo nome de estimação é “Jacqueline”, que serviu-lhe na primeira eleição vitoriosa de deputado estadual em 1982.
Pois bem. A ida de Pessuti e da primeira-dama Regina à posse com “Jacqueline” sinalizou aos paranaenses a chegada no poder de pessoas de origem pobre, humildes e que sempre deram duro para chegar aonde chegaram. Naquele dia, o discurso do governador também foi nesse sentido. Teve forte componente emocional, associado à política.
Nas andanças pelo interior do Paraná — ou mesmo no próprio Palácio das Araucárias — Pessuti sempre faz questão de ressaltar a origem humilde desde Califórnia e Jardim Alegre, onde nasceu e fez carreira política, respectivamente.
Para sacramentar essa imagem de “pai dos pobres” e “pai dos trabalhadores”, numa espécie de prosseguimento do getulismo, Orlando Pessuti reservou a agenda de hoje, Dia do Trabalhador, para frequentar todas as festas organizadas pelas centrais sindicais do Paraná.
O governador participou primeiro das comemorações em Cascavel; às 15 horas, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, ele esteve na festa organizada pela Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB); e às 17 horas, Pessuti subiu ao palco montado pela Força Sindical no Centro Cívico, em Curitiba.
A expectativa é que os três eventos, juntos, reuniram mais de 150 mil pessoas.
Pelo roteiro e pela opção preferencial do governo pelos trabalhadores, estaria querendo Pessuti ser lembrado como o Lula das araucárias?
Para respaldar essa intenção, o governador deverá bater na tecla de que o Paraná tem o maior salário mínimo regional do país. A partir de agora o valor do mínimo no estado é de R$ 765.
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