Bom, o fato é que, com todo respeito, a maioria dos prefeitos brasileiros não esta preparada para um planejamento em médio e longo prazo para o lixo. No caso da Região Metropolitana, engoliram "com farinha" a pseudo "revolução tecnológica" vendida pela Prefeitura de Curitiba, que na verdade só pensava no lucro, numa postura de submissão. Qualquer cidadão com conhecimento mediano que assistisse a uma Apresentação do Projeto da Marilza Dias e do Prefeito Beto Richa já desconfiaria que existiam lacunas enormes. Mas sem projetos, sem uma visão ampla, sem se interessar, sem chamar a comunidade para discutir (a não ser as audiências públicas para inglês ver, aonde só a Marilza Dias fala, com o projeto pronto e acabado e o canto da sereia das novas tecnologias), os prefeitos da região metropolitana queriam mesmo é ficar logo livres do problema, sem se importar se quem vai pagar por isso é a população e as gerações futuras. Não importa se são dez, ou quinze, ou vinte municípios, o que importa é que os prefeitos infelizmente não estão a altura de debater um problema como esse. Claro, a visão integrada, tudo bem. Mas qual visão integrada? Transportar o lixo por quilômetros e quilômetros, dando lucro somente para as empresas gerenciadoras, enquanto os recicladores ficam à míngua? Integração para gerar lixo em escala, e não com uma política programática de redução? Integração para que os municípios da Região Metropolitana subsidie o maior produtor de lixo do Consórcio, que é Curitiba? Aliás, quanto mais produzir, mais a empresa ganha, e mais se paga pelo preço da tonelada e transporte, conforme regras do edital que favorecia de todas as formas o Consórcio ganhador que contava com um doador de campanha do Beto Richa que nunca havia reclicado uma lata de cerveja, porque seu ramo é o de Shoppings. Bom, e o Basso, como presidente da ASSOMEC, o quanto deve ter lido a respeito? O quanto deve ter procurado soluções alternativas antes que a Justiça anulasse a licitação? Nas Audiências que fomos, sentou lá, e ficou calado, só ouvindo. Nâo disse nada. E os técnicos da prefeitura? Nada vezes nada. Aliás, recusaram emendas do vereador Nelsão que visavam a aprimoração dos carrinheiros, a possibilidade de formação de cooperativas bem estruturadas para que os reclicladores não ficassem nas mãos dos atravessadores. Nada disso importa. A alegação é de que o municipio não tem dinheiro. Bom, não tem dinheiro, mas cria secretarias de necessidade duvidosa. Não tem dinheiro para certas prioridades, isso sim, entre elas, a questão ambiental, tão cara a um município como o nosso. Nâo tem prioridades, até que os nossos rios estejam todos poluidos, até que o município fique preso num contrato por 25 anos, nas mãos dos capitalistas do Lixo, e se aumente o preço a cada ano, e o morador pague a conta. Se o município não tem recursos, que se unisse com mais dois ou três municípios de médio porte para que se construísse uma Usina, que capacitasse seus recicladores, que montassem um sistema que beneficiasse a população, já que o lixo hoje, gera divisas, gera créditos de carbono, gera até luz elétrica. Com a cabeça nos resultados imediatos, os prefeitos da região metropolitana caminham para um sistema que trará prejuízos para a população. Definitivamente não estão preparados para este debate, que envolve conhecimento técnico, criatividade, bom senso e o envolvimento da comunidade. Vai na Europa para ver como é. O sprefeitos optam pela política da avestruz, escondendo-se atrás da maioria que teme o caos. E se a maioria estiver errada? E se a maioria representar justamente a falta de preparo e capacidade para levantar a cabeça, debruçar-se sobre o problema, investigar, procurar alternativas. Nâo, isto dá trabalho. Exige investimentos. E as cidades deixam a questão ambiental para o último plano: é melhor que resolvam para a gente! Mas tudo isto terá um preço...e um preço alto. Os eleitores, cada vez mais sensíveis as questões ambientais, uma hora vão ter que começar a eleger representantes capazes de discordar da maioria, de anteciparem o futuro, de estarem pelo menos com vontade política de procurar o aprofundamento técnico, porque os que estão aí aprovaram um Edital "sem pé nem cabeça", que não definia nem quais seriam as tecnologias para o novo empreendimento, dava todos os privilégios financeiros para os vampiros do lixo e promovia a exclusão social. Tudo em nome da tecnologia. Por enquanto estão nesta ai, que o Fábio Campana Noticiou, depois que a Justiça anulou de forma correta a licitação esdrúxula, sem um "a" do presidente da ASSOMEC, que só meneava a cabeça afirmativamente, sem perguntar nada, sem questionar nada. Não estão preparados para os cargos, não são capazes de pensar o futuro...? Não assumam responsabilidades e mandatos. Agora, é racional Campo Largo levar o seu lixo a quilômetros de distância, pagando pela rodagem e tonelada, com um preço absurdo, num país aonde os temporários...acabam virando permanentes, como foi o cado do Caximba? A resposta está com a população de Campo Largo que não tem um coleta satisfatória e os catadores, que realmente fazem a separação, sem estrutura e investimentos, sobrevivem não se sabe como".
Opinião do Mandato
Consórcio credenciará aterros temporários para o lixo

O Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos fará o credenciamento de áreas na Região Metropolitana que estão em processo de implantação de aterros sanitários particulares para receber o lixo urbano de Curitiba e região metropolitana. A proposta foi aprovada nesta terça-feira (4), em assembleia que reuniu prefeitos e representantes dos 19 municípios integrantes do Consórcio. É uma solução provisória para o tratamento do lixo dos municípios que usam o aterro da Caximba, até a implantação do Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos (SIPAR) que substituirá definitivamente a Caximba.
O aterro de Curitiba parará de receber lixo em novembro. O credenciamento de outros aterros para receber as 2,4 toneladas de lixo produzidas diariamente nos municípios é solução intermediária até o desfecho da licitação do SIPAR, que começou em 2007 e aguarda decisões judiciais que definam o andamento do processo. O SIPAR usará tecnologias industriais para aproveitar no mínimo 85% do lixo que hoje é enviado a Caximba.
“A proposta do credenciamento de aterros é a melhor alternativa ambiental até que uma solução mais moderna e definitiva seja concretizada. Essa medida técnica e legal também evita disputas entre as empresas que estão em processo de instalação de aterros”, destacou o prefeito de Curitiba Luciano Ducci, que participou da primeira Assembleia como presidente do consórcio metropolitano do lixo.
O edital de credenciamento será lançado ainda em maio. Uma das principais exigências do Consórcio às empresas é a apresentação, até 1º de setembro, das licenças ambientais de operação. Atualmente, Itaperuçu, Fazenda Rio Grande e Mandirituba contam com áreas em processo de licenciamento de aterros particulares na região metropolitana.
A assembleia que aconteceu na Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba também aprovou o ingresso do município de Tunas do Paraná no Consórcio. Com a entrada de Tunas, 20 dos 26 municípios da Região Metropolitana passam a discutir soluções integradas de gerenciamento e tratamento de lixo urbano.
Fonte: Fábio Campana
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